São Paulo F.C



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Todo ano, o saopaulofc.net traz, no período inter-temporada, uma série especial de matérias históricas e estatísticas sobre o Tricolor e seus jogadores. Aqui está publicado o índice de todos esses artigos lançados desde 2011. Ao final da atual temporada traremos dados atualizados e novas informações. 

A COLEÇÃO COMPLETA

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Especiais

Localização de todos os estádios já visitados pelo Tricolor (download de arquivo .kmz do Google Earth)

 

Artigos temporais

 

Atualizado até o final de 2017

Legenda: J = jogos, V = vitórias, E = empates, D = derrotas, GM = gols marcados, GS = gols sofridos, SG = saldo de gols, P3 = pontos ganhos com vitória valendo três pontos, %P = aproveitamento de pontos, MM = média de gols marcados, MS = média de gols sofridos.

 

JOGOS DO SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE

POR CLASSE   J V E D GM GS SG P3 %P %V MM MS
 Competições Oficiais   4350 2200 1118 1032 7759 4725 3034 7718 59,14 50,57 1,78 1,09
 Outras Competiçoes   132 55 39 38 198 173 25 204 51,52 41,67 1,50 1,31
 Restritivos   993 532 233 228 2135 1293 842 1829 61,40 53,58 2,15 1,30
 Oficiosos   59 33 13 13 133 70 63 112 63,28 55,93 2,25 1,19
 Anulados   3 1 0 2 3 4 -1 3 33,33 33,33 1,00 1,33
TOTAL   5537 2821 1403 1313 10228 6265 3963 9866 59,39 50,95 1,85 1,13


Jogos de competições oficiais: Jogos que foram regidos e promovidos pelas federações competentes nas quais o São Paulo se encontra(va) filiado.

Outras competições: Também são jogos de competição oficial, promovidos pelas federações competentes, mas em caráter amistoso, temporário, ou de complemento de calendário.

Restritivos: Jogos e torneios amistosos em geral, ou ainda partidas promovidas por outras federações, nas quais o São Paulo não faz parte do quadro de filiados.

Oficiosos: Como na categoria acima, com o diferencial de ser um jogo contra seleção, selecionado, liga ou combinado. Ou seja, não é uma partida contra um clube, uma partida de mesmo nível.

Anulados: Partidas realizadas originalmente para competições oficiais, mas que por questões esportivas ou jurídicas foram anuladas daqueles certames. Não deixando de existir, contudo, para registro. Somente são excluídas dos dados referentes às competições específicas.

 

DESEMPENHO POR COMPETIÇÕES

Competição J V E D GM GS SG P3 %P MM MS
Mundial 4 4 0 0 9 5 4 12 100,00 2,25 1,25
Libertadores 181 90 42 49 279 171 108 312 57,46 1,54 0,94
Sul-Americana 52 21 19 12 73 49 24 82 52,56 1,40 0,94
Mercosul 24 8 7 9 39 39 0 31 43,06 1,63 1,63
Supercopa 36 17 9 10 57 41 16 60 55,56 1,58 1,14
Recopa 7 1 3 3 7 9 -2 6 28,57 1,00 1,29
Copa Conmebol 8 3 3 2 15 11 4 12 50,00 1,88 1,38
Master Conmebol 2 2 0 0 10 3 7 6 100,00 5,00 1,50
Copa de Ouro 6 2 1 3 5 7 -2 7 38,89 0,83 1,17
Copa Suruga 1 0 0 1 2 3 -1 0 0,00 2,00 3,00
Camp. Brasileiro 1324 600 377 347 2015 1399 616 2177 54,81 1,52 1,06
Copa do Brasil 108 61 20 27 218 111 107 203 62,65 2,02 1,03
Copa dos Campeões 13 8 2 3 29 17 12 26 66,67 2,23 1,31
Roberto G. Pedroza 62 15 22 25 77 84 -7 67 36,02 1,24 1,35
Rio-São Paulo 232 89 51 92 436 424 12 318 45,69 1,88 1,83
Camp. Paulista 2268 1278 553 437 4492 2321 2171 4387 64,48 1,98 1,02
Super Paulista 4 2 2 0 10 5 5 8 66,67 2,50 1,25
Copa Paulista 36 10 9 17 34 48 -14 39 36,11 0,94 1,33
Outros Oficiais 131 55 39 37 197 168 29 204 51,91 1,50 1,28
Torneios Amistosos 310 177 64 69 668 364 304 595 63,98 2,15 1,17
Amistosos  743 388 182 173 1601 1004 597 1346 60,39 2,15 1,35
Anuladas 3 1 0 2 3 4 -1 3 33,33 1,00 1,33
TOTAL 5555 2832 1405 1318 10276 6287 3989 9901 59,41 1,85 1,13


*Não são números reais. Existe uma diferença na totalização de jogos das competições se comparada ao montante de jogos realmente disputados pelo São Paulo (5367), pois algumas partidas (18) valeram por mais de um torneio: Campeonato Paulista e Rio-São Paulo (15); Campeonato Brasileiro e Recopa Sul-Americana (1); e Supercopa Sul-Americana e Copa de Ouro Sul-Americana (2).

 

DESEMPENHO POR ANO

ANO   J V E D GM GS SG P3 %P %V MM MS
1930   31 19 10 2 91 36 55 67 72,04 61,29 2,94 1,16
1931   26 19 6 1 93 32 61 63 80,77 73,08 3,58 1,23
1932   19 14 2 3 59 24 35 44 77,19 73,68 3,11 1,26
1933   34 25 5 4 127 45 82 80 78,43 73,53 3,74 1,32
1934   36 25 4 7 96 48 48 79 73,15 69,44 2,67 1,33
1935   6 4 2 0 14 7 7 14 77,78 66,67 2,33 1,17
1936   31 9 7 15 36 51 -15 34 36,56 29,03 1,16 1,65
1937   35 14 3 18 59 53 6 45 42,86 40,00 1,69 1,51
1938   40 17 6 17 87 74 13 57 47,50 42,50 2,18 1,85
1939   37 20 4 13 78 48 30 64 57,66 54,05 2,11 1,30
1940   50 21 6 23 116 108 8 69 46,00 42,00 2,32 2,16
1941   41 21 10 10 95 68 27 73 59,35 51,22 2,32 1,66
1942   34 19 7 8 104 52 52 64 62,75 55,88 3,06 1,53
1943   46 32 9 5 136 52 84 105 76,09 69,57 2,96 1,13
1944   42 29 6 7 130 63 67 93 73,81 69,05 3,10 1,50
1945   42 26 8 8 126 63 63 86 68,25 61,90 3,00 1,50
1946   38 30 4 4 123 50 73 94 82,46 78,95 3,24 1,32
1947   39 15 13 11 91 72 19 58 49,57 38,46 2,33 1,85
1948   48 30 8 10 116 57 59 98 68,06 62,50 2,42 1,19
1949   48 32 6 10 135 62 73 102 70,83 66,67 2,81 1,29
1950   49 32 10 7 143 72 71 106 72,11 65,31 2,92 1,47
1951   48 21 9 18 76 70 6 72 50,00 43,75 1,58 1,46
1952   64 39 12 13 136 78 58 129 67,19 60,94 2,13 1,22
1953   56 34 10 12 114 54 60 112 66,67 60,71 2,04 0,96
1954   65 41 11 13 117 64 53 134 68,72 63,08 1,80 0,98
1955   65 30 20 15 133 87 46 110 56,41 46,15 2,05 1,34
1956   76 49 11 16 208 111 97 158 69,30 64,47 2,74 1,46
1957   69 33 22 14 153 92 61 121 58,45 47,83 2,22 1,33
1958   80 44 21 15 188 105 83 153 63,75 55,00 2,35 1,31
1959   77 41 20 16 161 99 62 143 61,90 53,25 2,09 1,29
1960   71 30 18 23 146 105 41 108 50,70 42,25 2,06 1,48
1961   72 32 17 23 157 116 41 113 52,31 44,44 2,18 1,61
1962   72 43 16 13 169 99 70 145 67,13 59,72 2,35 1,38
1963   58 37 11 10 118 67 51 122 70,11 63,79 2,03 1,16
1964   67 32 16 19 131 92 39 112 55,72 47,76 1,96 1,37
1965   65 31 16 18 123 85 38 109 55,90 47,69 1,89 1,31
1966   51 23 15 13 91 65 26 84 54,90 45,10 1,78 1,27
1967   53 26 17 10 95 44 51 95 59,75 49,06 1,79 0,83
1968   53 21 16 16 88 75 13 79 49,69 39,62 1,66 1,42
1969   64 33 10 21 102 84 18 109 56,77 51,56 1,59 1,31
1970   61 23 20 18 83 69 14 89 48,63 37,70 1,36 1,13
1971   60 35 13 12 84 50 34 118 65,56 58,33 1,40 0,83
1972   71 37 21 13 116 56 60 132 61,97 52,11 1,63 0,79
1973   69 23 33 13 69 48 21 102 49,28 33,33 1,00 0,70
1974   79 38 30 11 104 48 56 144 60,76 48,10 1,32 0,61
1975   72 42 24 6 104 40 64 150 69,44 58,33 1,44 0,56
1976   64 29 20 15 90 49 41 107 55,73 45,31 1,41 0,77
1977   76 41 20 15 124 52 72 143 62,72 53,95 1,63 0,68
1978   78 38 23 17 108 68 40 137 58,55 48,72 1,38 0,87
1979   79 30 27 22 93 75 18 117 49,37 37,97 1,18 0,95
1980   71 34 24 13 106 63 43 126 59,15 47,89 1,49 0,89
1981   89 45 21 23 135 75 60 156 58,43 50,56 1,52 0,84
1982   83 50 14 19 135 74 61 164 65,86 60,24 1,63 0,89
1983   73 38 23 12 125 67 58 137 62,56 52,05 1,71 0,92
1984   68 30 25 13 94 54 40 115 56,37 44,12 1,38 0,79
1985   71 35 20 16 122 76 46 125 58,69 49,30 1,72 1,07
1986   70 26 35 9 103 55 48 113 53,81 37,14 1,47 0,79
1987   78 31 28 19 117 83 34 121 51,71 39,74 1,50 1,06
1988   51 24 15 12 72 46 26 87 56,86 47,06 1,41 0,90
1989   57 27 23 7 82 39 43 104 60,82 47,37 1,44 0,68
1990   69 28 22 19 76 50 26 106 51,21 40,58 1,10 0,72
1991   69 37 24 8 109 55 54 135 65,22 53,62 1,58 0,80
1992   84 45 21 18 133 73 60 156 61,90 53,57 1,58 0,87
1993   97 47 28 22 163 95 68 169 58,08 48,45 1,68 0,98
1994   92 42 26 24 159 119 40 152 55,07 45,65 1,73 1,29
1995   86 39 24 23 116 89 27 141 54,65 45,35 1,35 1,03
1996   69 35 19 15 130 85 45 124 59,90 50,72 1,88 1,23
1997   79 31 28 20 146 96 50 121 51,05 39,24 1,85 1,22
1998   60 26 13 21 109 83 26 91 50,56 43,33 1,82 1,38
1999   69 42 9 18 156 88 68 135 65,22 60,87 2,26 1,28
2000   78 42 18 18 161 110 51 144 61,54 53,85 2,06 1,41
2001   70 35 15 20 148 96 52 120 57,14 50,00 2,11 1,37
2002   63 33 12 18 154 97 57 111 58,73 52,38 2,44 1,54
2003   76 40 19 17 154 99 55 139 60,96 52,63 2,03 1,30
2004   74 42 15 17 130 66 64 141 63,51 56,76 1,76 0,89
2005   81 42 18 21 169 110 59 144 59,26 51,85 2,09 1,36
2006   73 43 18 12 138 70 68 147 67,12 58,90 1,89 0,96
2007   79 46 18 15 133 54 79 156 65,82 58,23 1,68 0,68
2008   71 38 22 11 109 68 41 136 63,85 53,52 1,54 0,96
2009   67 34 16 17 102 73 29 118 58,71 50,75 1,52 1,09
2010   71 33 16 22 112 83 29 115 53,99 46,48 1,58 1,17
2011   70 37 13 20 112 75 37 124 59,05 52,86 1,60 1,07
2012   78 45 16 17 139 72 67 151 64,53 57,69 1,78 0,92
2013   83 35 15 33 109 98 11 120 48,19 42,17 1,31 1,18
2014   69 37 15 17 112 71 41 126 60,87 53,62 1,62 1,03
2015   71 37 11 23 109 75 34 122 57,28 52,11 1,54 1,06
2016   89 31 22 36 99 95 4 115 43,07 34,83 1,11 1,07
2017   82 30 27 25 114 104 10 117 47,56 36,59 1,39 1,27
TOTAL   5537 2821 1403 1313 10228 6265 3963 9866 59,39 50,95 1,85 1,13
 

Legenda: J = jogos, V = vitórias, E = empates, D = derrotas, GM = gols marcados, GS = gols sofridos, SG = saldo de gols, %P = aproveitamento de pontos, com vitória valendo 3 pontos, MM = média de gols marcados, MS = média de gols sofridos.

 

OS JOGADORES QUE MAIS VEZES ENTRARAM EM CAMPO PELO SÃO PAULO

C. Jogador P J V E D G
Rogério Ceni (Rogério Ceni) GL 1237 648 275 314 131
Waldir Peres (Waldir Peres Arruda) GL 617 300 195 122 0
De Sordi (Nilton de Sordi) LD 544 296 131 117 0
Roberto Dias (Roberto Dias Branco) DF 527 246 143 138 78
Teixeirinha (Elísio dos Santos Teixeira) AT 526 319 99 108 188
Jose Poy (Jose Poy) GL 525 298 108 119 0
Nelsinho (Nelson Luiz Kerchner) LE 512 242 171 99 9
Terto (Tertuliano Severiano dos Santos) AT 500 242 151 107 87
Mauro (Mauro Ramos de Oliveira) DF 498 303 98 97 2
10º Riberto (Osvaldo Riberto) LE 481 254 118 109 19
11º Gino Orlando (Gino Orlando) AT 453 254 96 103 233
11º Darío Pereyra (Alfonso Darío Pereyra Bueno) ZG 453 222 128 103 37
13º Gilberto Sorriso (Gilberto Ferreira da Silva) LE 434 214 142 78 7
14º Zetti (Armelino Donizete Quagliato) GL 432 217 123 92 0
15º Jurandir (Jurandyr de Freitas) DF 419 211 103 105 0
16º Canhoteiro (José Ribamar de Oliveira) AT 413 228 95 90 105
17º Arlindo (Arlindo Galvão) DF 406 196 137 73 4
18º Bauer (José Carlos Bauer) LM 400 233 78 89 18
19º Serginho Chulapa (Sérgio Bernardino) AT 399 209 114 76 242
20º Paraná (Ademir de Barros) AT 395 198 98 99 40
20º Raí (Raí Souza Vieira de Oliveira) MC 395 211 105 79 128

 

OS MAIORES ARTILHEIROS DA HISTÓRIA DO SÃO PAULO

C. Jogador P J G MM
Serginho Chulapa (Sérgio Bernardino) AT 399 242 0,61
Gino Orlando (Gino Orlando) AT 453 233 0,51
Luís Fabiano (Luís Fabiano Clemente) AT 352 212 0,60
Teixeirinha (Elísio dos Santos Teixeira) AT 526 188 0,36
França (Françoaldo Sena de Souza) AT 327 182 0,56
Luizinho (Luiz Mesquita de Oliveira) AT 263 173 0,66
Müller (Luiz Antônio Corrêa da Costa) AT 387 160 0,41
Leônidas (Leônidas da Silva) AT 212 144 0,68
Maurinho (Mauro Raphael) AT 347 136 0,39
10º Rogério Ceni (Rogério Ceni) GL 1237 131 0,11
11º Raí (Raí Souza Vieira de Oliveira) MC 395 128 0,32
12º Prado (Antônio Francisco Bueno do Prado) AT 244 121 0,50
13º Pedro Rocha (Pedro Virgílio Rocha Franchetti) MC 393 119 0,30
14º Careca (Antônio de Oliveira Filho) AT 191 115 0,60
15º Dino Sani (Dino Sani) VL 324 113 0,35
16º Remo (Remo Januzzi) AT 348 107 0,31
17º Canhoteiro (José Ribamar de Oliveira) AT 413 105 0,25
18º Friedenreich (Arthur Friedenreich) AT 124 102 0,82
19º Renato (Carlos Renato Frederico)
AT 299 100 0,34
20º Babá (Roberto Caveanha) AT 216 94 0,44

 

 

Em 2014 e 2018, durante a realização da Copa do Mundo, o site oficial publicou uma série de matérias especiais sobre a relação do Tricolor com a maior competição de futebol do planeta. Foram 32 artigos, na primeira ocasião, e 33, na segunda vez, explorando todos os detalhes dos jogadores são-paulinos na Seleção Brasileira e também em outros selecionados mundo à fora.

 

VERSÃO 2018

 

VERSÃO 2014

 

SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE NOS JOGOS OLÍMPICOS

Coleção de artigos especiais publicados durante a realização das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro

 
A bola branca é nossa

Joaquim Simão Gomes: guarde esse nome. 'Seo' Joaquim, funcionário do São Paulo desde os tempos da Floresta, se intitulava inventor da bola branca.

Antigamente, no tempo das bolas de capotão, de couro, ela era marrom, fosca.

A invenção teria nascido ao acaso. De tanto correr atrás de bolas perdidas no mato da Floresta e nunca as encontrar, resolveu experimentar pintá-las com tinta branca, dessas comuns mesmo, para facilitar sua visualização. Segundo ele, o povo achou estranho no início, mas a ideia logo se popularizou - principalmente com a expansão das partidas noturnas, exatamente ali, no Campo da Floresta, então recentemente iluminado.

Ceguinho? Sei...

Nos anos 40, lá no Canindé, havia no São Paulo um rapaz cego chamado Ramón. Sua deficiência nunca o impediu de realizar nada no clube. Muitos chegavam até mesmo a brincar, dizendo que ele nem era cego de verdade.

Nem tanto pelo fato de andar pela cidade toda sozinho, somente com sua bengala, ou por reconhecer as pessoas à distância, pelo mínimo som de suas vozes. Mas, principalmente, por Ramón ser o massagista do departamento feminino.

- "Ramón, Ramón, de cego você não tem nada..."

Dá a pata, Minelli!

Dentro de campo, Chicão sempre foi um "leão". Fora, uma pessoa afável e amiga, atributos que levaram, em 1977, o técnico recém-contratado Rubens Minelli a dar-lhe a braçadeira de capitão da equipe. Minelli, perfeccionista como sempre, gritava:

- Chicão, vai para lá!

- Chicão, fica na posição!

- Chicão, corre!

- Chicão, marca!

Na época, Chicão ganhou um cachorro da raça Fila, que seria tão destemido quanto seu dono. Então, o nosso volante pensou num modo de brincar, "homenageando" o técnico. Colocou no cachorro o nome de Minelli. Dai em diante, era só:

- Minelli, senta!

- Minelli, levanta!

- Minelli, corre!

- Minelli, vem cá...

É o São Paulo mesmo? Não...

Parece o São Paulo, mas não é. Por algumas vezes outras equipes utilizaram a camisa oficial do São Paulo FC em seus jogos. Em 1949, na semifinal do Torneio Início do Campeonato Paulista, o XV de Piracicaba, alvinegro, enfrentaria o Ypiranga, também preto e branco. O jeito foi o XV atuar com a camisa branca do SPFC. Deram sorte, venceram, e na final bateram o próprio Tricolor.

Pelo Campeonato Brasileiro de Seleções, em 26 de fevereiro de 1950, no Parque Antárctica, a Seleção Gaúcha entrou em campo com o manto são-paulino (a camisa nº 2) para enfrentar a Seleção Bahiana. Como era de se esperar, com aquela camisa não perderam. Venceram o jogo por 2 a 1. No próximo jogo - semifinal, já sem a camisa tricolor, perderam para a Seleção Paulista (por sinal, também tricolor).

Um outro causo mais antigo, que remonta a 1930, é ainda mais curioso. O Hakoah All-Stars, time de colônia judaica, dos Estados Unidos, excursionava no Brasil. Em 3 de julho enfrentou o combinado formado por São Paulo e Palestra Itália. O combinado atuou de branco - uniforme inteiramente branco, para não ser associado nem ao São Paulo, nem ao Palestra. O Hakoah, por outro lado, entrou em campo com a camisa nº 1 do São Paulo. Quem chegasse à Chácara da Floresta para torcer pelos brasileiros desavisado, corria o risco de torcer para o time errado... O placar do jogo? Aquele com a camisa do São Paulo não perdeu, oras. 3 a 2 em cima dos brasileiros.

Friedenreich, herói do futebol nacional, morre na Guerra

Este foi o tema das manchetes divulgadas em rádios e jornais do Rio de Janeiro e de São Paulo durante a Revolução Constitucionalista de 1932. Friedenreich, o maior jogador brasileiro de seu tempo e atleta tricolor, pegou em armas e foi defender o Estado de São Paulo naquela guerra - que já havia mobilizado também os clubes, que doaram inúmeras taças, de ouro ou prata, para arrecadar fundos para o movimento.

Talvez para desestabilizar o emocional paulista com tamanha tragédia, a rádio oficial carioca PRAX anunciou a morte do craque, que não teria resistido aos ferimentos de combate depois de levado ao hospital. A notícia ganhou o mundo, até Argentina e Portugal repercutiram a triste situação. Reportaram também, inclusive, a morte de Rubens Salles, do mesmo modo.

Tudo não passou de 'boato'. A falsa notícia foi em breve desmascarada: ambos estavam a salvo. Friedenreich ganharia as manchetes dos jornais novamente em outubro de 1932, após a vitória do São Paulo por 4 a 0 sobre o Sírio, quando todos estamparam: "Ressurreição"

O primeiro campeão profissional

Iniciado em 1933, o futebol profissional no Brasil teria, naquele ano, seu primeiro campeão. E ele não foi o Palestra, vencedor do certame paulista daquele ano, nem o Bangu, campeão carioca. Foi o São Paulo Futebol Clube. Na verdade, o segundo quadro do São Paulo.

O time formado por Moreno e Joãozinho, goleiros; Junqueirinha, Lio, Milton, Lysandro, Álvaro, Ermetto, Pinheiro, Agostinho, Celeste, Ferreira, Patrício e Berti (também José, Sasso, Raffa, Vicente e Hércules) foi o Campeão Paulista de Segundos Quadros, o popular 'aspirante' - também profissional -, em 1 de outubro. Detalhe: Invicto, e com duas rodadas de antecipação. Ao final, 14 jogos, 12 vitórias e 2 empates. 66 gols marcados, 22 sofridos.

O primeiro gol de goleiro

Não foi de Rogério Ceni. O maior goleiro artilheiro da história, Rogério marcou seu primeiro gol pelo São Paulo em 15 de fevereiro de 1997, em cobrança de falta no goleiro Adinam, do União São João.

Pois bem, um ano e meio antes, em 15 de julho de 1995, um jovem goleiro chamado Moscatto (José Augusto Buoro Moscatto, 11/11/1972, São Paulo-SP), em cobrança de pênalti contra Ângelo, do Uberlândia, no segundo tempo da partida válida pelo Torneio Rei Dadá, marcou o segundo gol do time, dando a vitória ao Tricolor e anotando o primeiro gol de goleiro da história do São Paulo FC.

Era uma partida do Expressinho, mas ainda assim uma partida oficial do clube. Moscatto nunca mais viria a marcar nenhum gol com a camisa do São Paulo, tendo, na verdade, realizado somente duas partidas oficiais. Seu último contrato profissional foi com o XV de Piracicaba, em 2007.

Taça mais antiga que o próprio clube

Dentre as inúmeras taças do SPFC, a mais antiga não foi conquistada pelo clube, seja antes ou após a refundação de 1935.

Ela é de 1910, de um time varzeano chamado São Paulo Football Club, que tentou entrar na Liga e foi vencido, logo deixando de existir. Uma de suas taças, porém, foi doada ao atual São Paulo FC.

Embora seu registro conste no jornal A GAZETA de 9 de outubro de 1943, seu paradeiro é mais do que desconhecido. Quase uma lenda.

Tira o bode ou deixa o bode?

Acreditem ou não, mas 'Tira o bode' e 'Deixa o bode' já foram nomes de duas facções políticas do São Paulo. Tudo por causa de Augusto, o bode. Augusto viveu na época do Canindé, chegando por lá em meados de 1948. Sorrateiro, foi se fixando. Mais ou menos um ano depois, o clube começou uma reforma geral, destinando uma área para jardinagem e plantação de eucaliptos. Só se esqueceram de combinar com o bode, que comeu todas as mudas.

Logo o problema estava criado e o clube dividido entre aqueles que se incomodavam com tamanho bode, e outros que não se importavam com o animal. Na base da votação ficou decidido então que Augusto poderia ficar. Assim, sentindo-se em casa, ele aproveitou. Com tantos mimos, passou a ficar mais ousado e adquirir vícios. Às vezes, em dias de treinos, furtava maços de cigarros dos bolsos dos torcedores distraídos e os devorava.

Sua liberdade era tanta que vez ou outra dava umas escapulidas pelas ruas do bairro e, boêmio, só voltava tarde da noite - isso quando voltava. Quando a demora preocupava, o São Paulo enviava um esquadrão de resgate, chamado de 'time da perua'. Comandado pelo motorista Ambrósio, lá iam atrás do bode, em uma perua Studebacker - aliás, o único carro que o clube possuía então -, para trazê-lo de volta à sua casa.

Em uma trágica noite de fins de 1955, ou 56, porém, ele não regressou. Havia sido atacado e morto por um bando de cães vadios. Até hoje, imagina-se, no Canindé jaz o bode Augusto, em paz.

Vai cair em pé!

Em 1943, para saber quem seria o campeão era só jogar na moeda. Se desse cara, o Palmeiras levaria. Coroa, o Corinthians conquistaria a taça.
O "ditado" era repetido pelos dirigentes de ambos os times já havia alguns anos. Cansado, Frederico Menzen, presidente do Tricolor, retrucou:

- "E o São Paulo?"
- "Só se a moeda cair em pé", ironizavam abertamente.

Ao fim do campeonato, porém, que coisa! A moeda caiu em pé.
Em comemoração, a torcida são-paulina desfilou pelas ruas da cidade com um carro que trazia no alto a mítica moeda.

Mangá Tricolor
manga

Esta é uma cena do mangá Golden Boy, de Tatsuya Egawa. Trata-se da história de Oe Kintaro, um jovem que viaja pelo Japão em sua bicicleta. O mangá começou a ser publicado em 1992 - o que fatalmente explica essa homenagem ao São Paulo. A passagem exata se dá no 4º volume, 6º capítulo (lançado em dezembro de 1994).